sábado, 9 de março de 2013
"Batatinha quando nasce..."
"Quando me sinto desesperadamente miserável, leio Thomas Bernhard. Tem o efeito de um elixir, que me acalma pela visão de que é melhor não esperar muito da vida. Uma dose de Bernhard deixa claro que a única esperança é continuarmos sendo quem somos. Os escritos de Bernhard sugerem que a maior estupidez é abandonarmos nossos hábitos e nossas paixões na expectativa de uma vida melhor. A vida, meus amigos, nunca será mais do que aquilo que nossas paixões e perversões dela fizeram."
Orhan Pamuk
Abujamra declamando!
Orhan Pamuk
Abujamra declamando!
quarta-feira, 6 de março de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
Midiofobia - Queda da audiência do ‘JN’ é um alerta para a imprensa
Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/posts/view/queda_da_audiencia_do_jn_e_um_alerta_para_a_imprensa
Data: 27 de fevereiro de 2013
Quando batizei esse espaço de midiofobia, a proposta era questionar as possibilidades de mídia que temos no Brasil, especificamente em São Paulo, além de escrever sobre fatos noticiosos ou sobre a maneira que esses fatos são tratados pela imprensa. Aos poucos conheci outras formas de mídia um pouco mais independentes.
Entre essas uma indicação para os interessados é o site do Observatório da Imprensa (para conhecer clique aqui!), que traz notícias e notícias sobre notícias, como essa que obviamente não vai sair no jornal. O artigo de Carlos Castilho defende que desde de 1990 "este público [150 milhões de brasileiros que todas as noites ligam a TV] perdeu a atração quase mística pelo noticiário na televisão", em particular pela queda de audiência do Jornal Nacional, afirmando que o público brasileiro possui um "posicionamento desconfiado, distante e cético" em relação à imprensa.
Definitivamente dos anos 90 para hoje, o perfil da população mudou bastante. A abordagem de Castilho defende que a mídia não acompanhou a mudança do perfil do brasileiro e por isso essa audiência que entre 1970 e 1990 chegava a 80% de média no noticioso globo das 29 hrs, hoje atinge "apenas" 27% do 150 milhões de televisores ligados no horário, entre essa mudança no perfil do telespectador, Castilho elenca a postura marqueteira do jornal ("mais preocupados com sua imagem pessoal do que com a informação"), sua postura elitista ("Os jornais, revistas e telejornais se preocuparam mais com os formadores de opinião e tomadores de decisões do que com o público, que foi aos poucos perdendo a confiança naquilo") e as novas tecnologias de comunicação (sobretudo em redes sociais e internet que se constituiem em mídias alterantivas às notícias globais).
Porém, Castilho parece tratar de um brasileiro idela, que pensa sobre as notícias, que reflete sobre o que se escreve, quem esscreve, como escreve, como ilustra... se assim fosse não teríamos no nosso país tantos Sarneys, Calheiros e Magalhães, ou ao menos, não os teríamos eleitos como foram...
Na minha opinião, uma das boas alternativas à grade mídia, é outra grande mídia: o Jornal da Cultura (segunda a sábado, 21 hrs), no qual a apresentadora, Maria Cristina Poli, traz os principais fatos noticiosos do dia, debatendo-os juntamente com pessoas extremamente interessantes como o historiador Marco Antonio Villa e o médico Paulo Saldiva, permitindo ao público ouvir formadores de opinião e formar sua própria. O site está disponível nesse link e é possivel assistir ao vivo clicando em "ao vivo".
segunda-feira, 4 de março de 2013
"Batatinha quando nasce..."
Quando eu morrer quero ficar
Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.
Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.
No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.
Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
Sereia.
O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade...
Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade...
As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
Adeus.
Quando eu morrer quero ficar - Mario de Andrade
Fonte: http://pensador.uol.com.br/frase/MTAyMTU1/
Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.
Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.
No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.
Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
Sereia.
O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade...
Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade...
As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
Adeus.
Quando eu morrer quero ficar - Mario de Andrade
Fonte: http://pensador.uol.com.br/frase/MTAyMTU1/
domingo, 3 de março de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
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