Os últimos três dias sem postagens foram reflexos da primeira semana de aula, que é uma semana cansativa pelo retorno dos estudantes na escola como também pela repetitividade das primeiras aulas, bastante padronizadas com apresentações, regras de sala de aula, aulas inaugurais, etc. Mas tão logo o derby paulista Palmeiras X Corinthians se encerrou foi inevitável sentar em frente à tela do PC para escrever.
Apesar da depredação aos automóveis de jogadores e funcionários do Corinthians, apesar da comemoração de Alessandro diante da torcido palmeirense após o gol, apesar das reações violentas entre as duas torcidas após o jogo, apesar de todos os males causados pelos excessos cometidos devido ao futebol, ainda acredito que torcer por um time pode ser algo saudável, desde que feito com bom senso. Assim como bebidas alcoólicas, o consumo de esportes, nesse caso específico do futebol, "com moderação" pode trazer benefícios como a sociabilidade, o estímulo à prática de atividades físicas, a capacidade analítico-estratégica, mas o discurso politicamente correto, muita vezes apenas disfarça uma dependência semelhante à das bebidas alcoólicas, atingindo uma dimensão química descrita como pura e simples "paixão".
Reconheço que enquanto escrevo, essa "paixão" também faz parte de minha palavras, e talvez as letras sejam também uma maneira de expurgar essa quase que dependência química em relação ao futebol que se estabelece em especial em clássicos como o dessa abafada tarde de domingo.
Numa partida disputada como a desse domingo, em que as duas equipes, especial o Corinthians, necessitavam de uma vitória, analiso o time do Palmeiras jogando no limite de sua competência técnica com os jogadores de que dispõe o técnico palestrino. Com a criatividade do time de responsabilidade de Tinga e Cicinho, o alvi-verde de parque Antártica evoluiu bem diante do adversário mas por esses caprichos dos deuses do futebol, e das excelentes defesas do goleiro Júlio César, não foi possível abrir o placar.
Apesar da necessidade de auto-afirmação corinthiana no clássico fiquei até satisfeito com a maneira que o time se comportou taticamente durante o jogo, porém, a necessidade de um time competitivo no meio de campo ficou evidente e ainda que na fase classificatória esse tipo de carência seja suprida em outros confrontos, durante as oitavas de final Valdívia e Gabriel Silva precisam estar em condições de jogo.
Per favore non me rompere i coglioni...
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